Toda a vida ouvi, que temos que ser justos e corretos,
Honestos e sinceros, pacientes e tolerantes,
Que devemos dar o braço a torcer perante as adversidades,
Mas nos dias de hoje o mundo não é dos humildes mas sim dos espertos.
Mas falam de justiça mas a maior parte do que vejo em meu redor,
São as pessoas corretas a acontecerem-lhes o pior,
São notícias chocantes que podem mudar tudo, um destino ou o rumo de uma história,
Falando no cancro combatendo-o rumo à vitória.
Ás vezes a vontade de querer melhorar, não passa disso mesmo... de uma vontade,
Porque com os tratamentos, com as dores, e sacrifícios que são a prioridade,
Mas por falar em prioritários, quem são?
Os ricos ou os pobres? Os doentes ou os afluentes? Os idosos ou as crianças?
Perguntas estas que ainda ninguém pode decifrar,
Porque no poder há sempre alguém, que para não se comprometer tudo tem de se calar.
Acreditam que ainda não foi descoberta a cura para o cancro?
Ou será que já?
Mas pensando bem o cancro dá dinheiro.
Os tratamentos, as consultas... Tudo! Mas curas existem
É pena que para milhões de pessoas esta receita esteja escrita em branco.
Pergunta-se onde anda a justiça e a igualdade social,
Visto que uns estão tão bem e outros tão mal...
Perguntas sem fim e respostas que ninguém me explicou.
Um Mundo tão grande e eu tão pequenino,
Se quem gere são os oportunistas, então prefiro gerir-me sozinho.
Hoje vi mais uma pessoa partir,
Caminhos diferentes de uma vida injusta e verdadeira.
Se todos merecem uma segunda oportunidade,
Eu sei que muitos ficariam felizes com a primeira.
> Poema de: Um bom amigo